Créditos: Infrogmation (CC BY 4.0)/ Alexandre Lavet (“All the good times we spent together”)/ Damien Hirst (Art pieces)
A abertura de uma exposição de arte contemporânea na Merino Gallery, em Los Angeles (EUA), foi marcada por um episódio bastante curioso.
Um colecionador ofereceu quatro mil dólares por um aspirador de pó quebrado, acreditando que se tratava de uma escultura conceitual.
O objeto, com fios emaranhados e compartimento rachado, estava encostado próximo a outras obras minimalistas, o que levou o visitante a pensar que fazia parte da mostra.
Convencido de que se tratava de uma peça experimental, ele iniciou a negociação com representantes da galeria, que inicialmente concordaram em vender o artefato, negociando, inclusive, o preço.
A confusão só foi esclarecida quando o comprador pediu informações sobre o artista e o certificado de autenticidade.
A confusão só foi esclarecida quando o comprador pediu informações sobre o artista e o certificado de autenticidade.
Nesse momento, um funcionário reconheceu o aspirador como sendo o equipamento da equipe de limpeza, que havia quebrado mais cedo naquele dia e tinha sido deixado ali no espaço à espera de descarte.
Só então a venda foi cancelada e o objeto retirado da exposição.
O caso rapidamente se espalhou entre os visitantes e ganhou repercussão, reacendendo o debate sobre os limites entre arte e cotidiano.
Não é a primeira vez!
Parece algo insólito, mas isso já aconteceu outras vezes, até na situação oposta, quando obras de arte legítimas e valiosas foram confundidas com lixo e descartadas por engano.
Em 2024, um funcionário de um museu na Holanda decidiu descartar algo que imaginou ser duas latinhas de cerveja e que, na realidade, eram uma instalação do artista Alexandre Lavet, chamada “All The Good Times We Spent Together” (em português: “todos os bons tempos que passamos juntos”).
Felizmente, o pessoal da curadoria foi capaz de resgatar a obra de arte (na foto, à direita e acima) de dentro da lata de lixo e devolvê-la à exposição.
Outro caso parecido aconteceu em 2001, quando o pessoal da limpeza chegou à Eyestorm, uma galeria de Londres, e achou uma mesa inteira bagunçada, com garrafas de cerveja, copos de café vazios e bitucas de cigarro e, como era de se esperar, jogou tudo fora sem saber que era uma obra do renomado artista Damien Hirst.
Em pânico, os expositores recolheram todas as peças que haviam sido descartadas e reconstruíram tudo olhando fotos da obra original.
Fonte: R7


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