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Enquanto artistas graúdos do mercado investiram pesado para tentar emplacar um hit brasileiro na Copa do Mundo de 2026, o principal sucesso musical do torneio, até agora, nasceu de forma independente. E com um baita empurrão da tecnologia.
Produzida por um DJ de Uberlândia (MG) com ferramentas de inteligência artificial, "Brasil com S" ultrapassou a marca de 1 bilhão de reproduções, somando números das plataformas de streaming e o uso do áudio nas mais diferentes trends da internet.
A fórmula é até simples. Sobre uma base de phonk (subgênero do hip-hop que domina os virais da internet), a letra se resume a listar os nomes dos jogadores da seleção brasileira:
Vini Jr. (Vini Jr.!)
Raphinha (Raphinha!)
Alísson (Alísson...)
O resultado é um refrão fácil de decorar e capaz de atravessar barreiras de idioma.
Lançada em 19 de março, a música ganhou força à medida que a Copa se aproximava.
Rapidamente, passou a embalar vídeos de dancinhas, imitações das comemorações dos jogadores e conteúdos nas redes de diferentes públicos.
Por trás do sucesso está Guilherme Maia, publicitário de 31 anos, conhecido artisticamente como DJ M4IA.
Com pouco menos de 40 mil seguidores no Instagram e cerca de 4 mil inscritos no YouTube, ele estava bem longe de ser um nome conhecido do grande público.
Segundo Maia, a principal inspiração para a faixa veio de outro fenômeno do phonk brasileiro que ganhou projeção internacional recentemente: "Passo Bem Solto".
A música tem diferentes versões espalhadas pela internet. A mais popular delas é uma edição em ritmo desacelerado ("slowed"), que se aproxima dos 300 milhões de visualizações apenas no YouTube.
O DJ e produtor já começa a colher os frutos do sucesso. Ele assinou contrato com a gravadora holandesa "Spinnin' Records", uma das maiores do mercado de música eletrônica.
Como parte dos novos projetos, desenvolveu um álbum com 17 músicas inspiradas em seleções participantes da Copa, entre elas as de Argentina, Espanha e Inglaterra.
Todas produzidas com IA e com o intuito de viralizar nas redes. Uma escala quase que industrial.
A fama, claro, também veio acompanhada de críticas.
Nas redes sociais, parte do público questiona se obras produzidas com IA podem ser consideradas criações artísticas.
Maia acha que sim. Para ele, o papel do produtor está em direcionar, combinar e corrigir as etapas do processo.
Com informações de g1


