Participante do programa “Conhecendo a Indústria”, a consultora técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Patrícia Feitosa Bonfim Stelling, afirmou que “há diversas formas de produzir hidrogênio” e ressaltou a grande quantidade de recursos para isso.

O “Conhecendo a Indústria” é um programa desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizado pela primeira vez na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) nos dias 23 e 24 deste mês. Os debates tiveram a presença do diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, de representantes de Ministérios do Governo Federal além de instituições ligadas ao mercado energético.

Segundo ela, há quatro notas técnicas com estudos sobre o hidrogênio na EPE e que o papel do elemento químico na transição energética é um “processo lento”. “Os custos são elevados e está se buscando caminhos para redução”, disse.

Na visão dela, com as diversas fontes, o Brasil pretende contribuir com a transição energética global como fonte de recursos e soluções. O material apresentado durante a reunião cita que “o desenvolvimento de um mercado de hidrogênio de baixo carbono deve ser construído gradativamente, inserindo essa fonte nas diversas cadeias de consumo e abrindo possibilidades para hidrogênio renovável em maior escala em horizonte futuro”.

Além disso, o hidrogênio é visto como um “ativo geopolítico” e foi lembrada a importância de “articulação com instituições internacionais”. Bonfim citou um estudo entre Brasil e Alemanha para produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis.

O Programa Nacional do Hidrogênio foi comentado no “Conhecendo a Indústria” e tem como diretrizes: desenvolver e consolidar o mercado de hidrogênio no país e inserção internacional em bases economicamente competitivas; contribuir para uma matriz energética de baixo carbono; e diversidade de aplicações de hidrogênio na economia.

Ainda dentro do Programa, é informado que “o planejamento energético nacional deve considerar as necessidades futuras de energia e como o país poderá atendê-las”.

No fim da exposição, foram apresentadas as seguintes recomendações para política energética: descarbonização de setores como industrial, transporte e energético; aprimoramentos regulatórios e uso de novas tecnologias; e articulação de iniciativas com instituições internacionais na área de hidrogênio.