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O engenheiro Almir Mariano antecipou a caneta do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e disse, em agenda no fim de semana, que está deixando o cargo de secretário de Saúde do município de Mossoró. Não entrou no mérito de sua saída, mas mostrou desconforto. De fato, a pasta da Saúde não ofereceu bom ambiente para Mariano mostrar que é capaz de administrar uma secretaria tão importante.
Os últimos dias têm sido difíceis diante do agravamento da crise na saúde pública do município. Servidores da saúde, favoráveis à exoneração do secretário, comentam que Almir Mariano não conseguiu imprimir um modelo de gestão capaz de resolver os gargalos da pasta. Outros ressaltam que ele não teve o respaldo do Palácio da Resistência.
A verdade é que os problemas se acumularam e atingiram um nível insuportável. Duas reportagens do Jornal de Fato, publicadas nas últimas edições, mostram problemas agudos que comprometem o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na quinta-feira (7), estourou a denúncia que nenhuma das três Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) está realizando exames. A empresa que fornecia os serviços suspendeu o atendimento por falta de pagamento. Uma nota assinada por Almir Mariano negou a suspensão de exames, mas admitiu que estão sendo feitos em outros locais.
O Jornal de Fato apurou que o material é coletado nas UPAs e encaminhado para uma empresa privada. Os pacientes reclamam a demora para receber o resultado dos exames, o que pode, inclusive, comprometer o diagnóstico médico.
Servidores afirmam que uma empresa de Natal, contratada para oferecer os aparelhos utilizados em exames, decidiu lacrar os equipamentos das UPAs do Alto de São Manoel, zona leste; do bairro Santo Antônio, zona norte; e da unidade do Belo Horizonte, zona sul, por falta de pagamento. Servidores enviaram fotos dos aparelhos lacrados para o Jornal de Fato.
Com informações de Jornal de Fato


