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A deputada de oposição Julia Zanatta (PL-SC) estava com sua bebê na ocupação no plenário da Câmara na noite desta quarta-feira (6). Ela admitiu que estava usando a criança como "escudo".
Mais cedo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia convocado uma sessão para a noite e ameaçou suspender por seis meses o mandato dos deputados que não desocuparem o plenário.
Disse ainda que usaria a polícia para removerem os deputados, se for necessário.
Para conseguir realizar a sessão, Motta fechou o acesso ao plenário, e a polícia legislativa se posicionou na porta.
Diante de críticas de ter levado a filha, ela admitiu em redes sociais que estava usando a criança como "escudo".
"Os que estão atacando minha bebê não estão preocupados com a integridade da criança (nenhum abortista jamais esteve) eles querem é INVIABILIZAR o exercício profissional de uma MULHER usando SIM uma criança como escudo 🛡️ CANALHAS!", ressaltou.
A deputada Carol de Toni (PL-SC) também levou a filha pequena para a ocupação.
Conselho tutelar
O deputado Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos, acionou o Conselho Tutelar de Brasília para apurar uma possível situação de risco envolvendo a deputada Julia Zanatta (PL-SC) e a filha bebê.
No ofício, Reimont afirma que a situação pode configurar exposição indevida de uma criança a ambiente de instabilidade e risco físico, o que, segundo ele, contraria princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Tal conduta suscita sérias preocupações quanto à segurança da criança, que foi exposta a um ambiente de instabilidade, risco físico e tensão institucional”, escreveu o parlamentar.
A Comissão solicita que o Conselho Tutelar apure os fatos e, se necessário, adote as providências legais cabíveis.
Com informações de g1


