Dez meses após liquidação, Master faz STF entrar em guerra e afeta eleição

18 de Setembro 2026 - 12h17
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A liquidação extrajudicial do Banco Master completa dez meses nesta sexta-feira (18/9), com a investigação revelando uma complexa rede de suspeitas envolvendo políticos, autoridades e empresários.

Segundo as investigações, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantinha conexões com diferentes setores do poder. A quebra de sigilos e a análise de celulares apontaram supostas relações envolvendo contratos, repasses e possível tráfico de influência.

O caso também provocou uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria após um possível conflito de interesses. Mais recentemente, Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram embates públicos sobre a condução das investigações.

A Polícia Federal também investiga suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master ao Banco de Brasília (BRB). Segundo a PF, teriam sido negociados entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem lastro.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, durante a Operação Compliance Zero. O Banco Central liquidou o Master no dia seguinte. Em março, o ex-banqueiro voltou a ser preso após a PF apontar a atuação de uma suposta “milícia privada” ligada a ele.