Diarreia transmitida pelo sexo mostra resistência a antibióticos

08 de Outubro 2026 - 11h17
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Uma bactéria que causa diarreia e vômitos está se tornando mais difícil de tratar quando transmitida por contato sexual. A Shigella, responsável por cerca de 450 mil infecções por ano nos Estados Unidos, já apresenta cepas resistentes a vários antibióticos. As informações são do Metrópoles.

A bactéria causa shigelose, que pode evoluir para disenteria, com diarreia e sangue nas fezes. A transmissão ocorre principalmente por água e alimentos contaminados, mas o contato sexual também ganhou importância, especialmente entre homens gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens.

Uma análise do CDC com quase 17 mil amostras coletadas entre 2011 e 2023 mostrou que a resistência aos cinco antibióticos avaliados passou de 0% em 2011 para 8,5% em 2023. A maioria das cepas resistentes foi identificada em homens adultos que não haviam viajado recentemente, indicando possível transmissão dentro da própria comunidade.

No Reino Unido, pesquisadores também identificaram aumento da resistência. Em 2025, 86% das amostras de Shigella sonnei e 94% de Shigella flexneri analisadas pela UKHSA apresentaram resistência a antibióticos. As duas espécies são frequentes em casos transmitidos sexualmente entre homens.

Estudos anteriores indicaram ainda que até um terço dos pacientes com Shigella transmitida sexualmente precisou ser hospitalizado, com internação média de quatro a cinco dias.

Para reduzir o risco, especialistas recomendam evitar relações sexuais com pessoas que tiveram diarreia nas duas semanas anteriores, usar preservativo inclusive no sexo oral e anal, manter boa higiene e procurar atendimento médico diante de sintomas.