Discussão por copo de suco termina em morte brutal de homem em situação de rua

31 de julho 2026 - 12h28
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Uma discussão aparentemente banal dentro do Restaurante Comunitário do Gama terminou, dias depois, no assassinato de um homem em situação de rua. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na quinta-feira (30/7), Matheus Ferreira da Silva, um dos investigados pelo crime. O segundo suspeito, identificado como Vilson Salino de Oliveira Junior, está foragido.

A prisão ocorreu durante a Operação Elo Fatal, deflagrada pela Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio), da 14ª Delegacia de Polícia.

Segundo a investigação, o conflito começou dias antes do homicídio, quando Antônio Fernando Bizerri almoçava no restaurante. Após receber um copo de suco, ele pediu outro ao funcionário, mas o pedido foi mal interpretado. O servidor acreditou que a vítima queria uma segunda porção da bebida, quando, na verdade, ela teria pedido apenas um copo vazio. A discussão terminou com ameaças de morte.

De acordo com a PCDF, Matheus decidiu cumprir a ameaça dias depois. Com a ajuda de um comparsa, ele tentou entrar no restaurante para atacar Antônio, mas os dois foram impedidos pelos seguranças.

Os suspeitos, então, aguardaram a vítima deixar o local. Assim que Antônio saiu, passou a ser seguido pelos dois e foi alcançado poucos metros depois.

Segundo os investigadores, o homem foi agredido com golpes de uma corrente com diversos cadeados, em um ataque marcado pela extrema violência. A vítima não resistiu aos ferimentos.

Toda a ação foi registrada pelas câmeras de videomonitoramento do programa DF360. As imagens ajudaram a polícia a reconstruir o crime, identificar os suspeitos e solicitar a prisão preventiva da dupla. O Ministério Público concordou com o pedido, e a Justiça autorizou as prisões.

Um dos investigados foi localizado e preso durante a operação. Vilson Salino de Oliveira Junior continua foragido e é procurado pela Polícia Civil.

Antônio era conhecido por frequentar a região norte do Gama. Moradores ouvidos durante a investigação relataram que ele era uma pessoa tranquila, vivia em situação de vulnerabilidade social e enfrentava problemas relacionados à dependência química.