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A dívida bruta do Brasil encerrou setembro em R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo a trajetória de crescimento. Segundo dados do Banco Central divulgados pela Revista Oeste, a proporção é a maior registrada desde março de 2021.
O indicador acumula aumento de 11,2 pontos percentuais desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao término da gestão anterior, a dívida correspondia a 71,7% do PIB. A comparação mostra o avanço do endividamento em relação ao tamanho da economia brasileira no período.
Somente no acumulado do ano, a dívida bruta cresceu mais de seis pontos percentuais em relação ao PIB. A reportagem da Revista Oeste relaciona essa trajetória ao aumento das despesas do governo e aos déficits acumulados pelo setor público.
Outro indicador das contas públicas, a dívida líquida do setor público, chegou a 70% do PIB. Embora sejam medidas distintas, os dois índices apresentados no levantamento apontam crescimento do endividamento em relação à riqueza produzida no país.
O resultado fiscal de setembro também foi negativo, com déficit primário de R$ 5,5 bilhões. O saldo se soma ao quadro de desequilíbrio entre receitas e despesas descrito no levantamento, enquanto a dívida bruta permanece no nível mais elevado em proporção ao PIB desde março de 2021.


