Greve dos rodoviários intermunicipais é confirmada no RN; veja as linhas que seguem operando

09 de Junho 2026 - 17h41
Créditos: Magnus Nascimento

O Sindicato dos Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro-RN) publicou nesta terça-feira (9) o edital que oficializa a greve dos trabalhadores do transporte intermunicipal de passageiros no Estado. A medida prevê que linhas de ônibus de quatro empresas não serão afetadas, por terem garantido o cumprimento da negociação com a categoria.

O texto, assinado no dia anterior pelo presidente Júnior Rodoviário, decreta greve por tempo indeterminado no prazo de 72 horas a contar da publicação. O vice-presidente do Sintro, Arnaldo Dias, informou à Tribuna do Norte que o movimento paredista está marcado para ter início na quinta-feira (11). Para as linhas afetadas pela paralisação, será garantida frota de emergência de 30%, conforme previsto na legislação para serviços considerados essenciais.

A greve não deverá atingir as linhas operadas pelas empresas Cidade das Dunas, Via Sul, Santa Maria e Guanabara. De acordo com o Sintro, essas companhias garantiram o cumprimento dos pontos negociados com a categoria e, por isso, continuarão operando normalmente.

O vice-presidente do Sintro destacou que a paralisação vai afetar linhas que operam em Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu, Nísia Floresta e Pirangi, na Grande Natal, além das demais cidades atendidas pelo sistema intermunicipal no Estado.

No edital de greve, o sindicato pontua que a decisão foi tomada em assembleia geral, “tendo em vista o SETRANS/FETRONOR [classe empresarial] não aceitar o nosso dissídio econômico e nossas cláusulas sociais da nossa negociação da Data base 2025/2026”.

Avanço nas negociações

De acordo com o Sintro, as empresas agendaram o pagamento do vale-alimentação para quinta-feira. No entanto, a categoria aguarda a assinatura da convenção coletiva.

“A gente está aguardando agora a assinatura da convenção. Estamos enviando para eles, para ver se eles vão assinar ou não. É o registro do que foi negociado, que eles estão dificultando assinar”, disse Arnaldo Dias.

À Tribuna do Norte, a Fetronor sustentou que o reajuste do vale-alimentação já está sendo pago pelas empresas e atribui o impasse à dificuldade financeira enfrentada pelo setor para cumprir integralmente os termos do acordo coletivo sem apoio do poder público.