Essa cidade do Nordeste é dona do Maior São João do Mundo e acaba conquistando qualquer um pela arquitetura e gastronomia

21 de Janeiro 2026 - 08h42
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Localizada no Agreste Paraibano, a cerca de 130 km de João Pessoa, Campina Grande é uma cidade que transborda identidade e orgulho. Conhecida historicamente como a “Rainha da Borborema” devido à sua liderança regional no ciclo do algodão, a cidade transformou-se num dos destinos turísticos mais vibrantes do Brasil, atraindo milhões de visitantes todos os anos para vivenciar a autêntica festa junina em proporções monumentais.

Por que é o Maior São João do Mundo?
O turismo em Campina Grande tem o seu ápice em junho. Durante 30 dias ininterruptos, a cidade para, ou melhor, acelera, para realizar o Maior São João do Mundo. O epicentro da festa é o Parque do Povo, uma área de 42 mil metros quadrados que recebe shows de grandes nomes da música nacional, apresentações de quadrilhas estilizadas e muito forró pé de serra.

A grandiosidade do evento não está apenas nos números, mas na atmosfera. A cidade inteira decora-se com bandeirinhas; há uma cidade cenográfica que replica a Campina antiga, ilhas de forró onde o arrasta-pé não tem hora para acabar e o famoso “Casamento Coletivo”, que une centenas de casais no Dia de Santo Antônio. É uma imersão cultural absoluta na alma festeira do Nordeste.

Onde a arquitetura encontra o espelho d’água?
Fora do período junino, o cartão-postal que define a paisagem urbana é o Açude Velho. Este corpo d’água histórico no centro da cidade é cercado por um calçadão movimentado, ideal para caminhadas ao pôr do sol. Às suas margens, destacam-se monumentos icônicos que misturam o passado e o futuro.

O mais famoso deles é o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), conhecido carinhosamente como “Museu dos Três Pandeiros”. Projetado por Oscar Niemeyer, a obra flutua sobre as águas do açude e dedica-se a preservar a música, o artesanato e a literatura de cordel, celebrando artistas lendários como Jackson do Pandeiro e Marinês.

Onde encontrar o melhor do artesanato e gastronomia?
A identidade de Campina Grande também é tecida à mão e servida à mesa. A Vila do Artesão é parada obrigatória: um complexo com dezenas de chalés onde se encontra o melhor do artesanato em couro, renda renascença e algodão colorido (uma tecnologia local exportada para o mundo).

Na gastronomia, a cidade é um santuário da Carne de Sol. Diferente de outros lugares, aqui ela é servida com pirão de queijo, macaxeira e manteiga de garrafa em porções generosas. Restaurantes tradicionais, como o Manoel da Carne de Sol, são verdadeiras instituições locais que atraem turistas pela fama do sabor.

O que não pode faltar no roteiro da Rainha?
O roteiro campinense mistura a modernidade de seus museus com a tradição de suas feiras.

Parque do Povo: O coração da festa junina; fora de época, vale a pena conhecer a estrutura e a Pirâmide.
Museu do Algodão: Instalado na antiga estação ferroviária, conta a saga do “Ouro Branco” que impulsionou o desenvolvimento da cidade.
Monumento aos Pioneiros da Borborema: As famosas estátuas “Os Tropeiros” às margens do Açude Velho, símbolo da fundação da cidade.
Sítio São João: Uma réplica perfeita de um vilarejo sertanejo antigo, com igrejas, bodegas e casas de taipa, oferecendo uma viagem no tempo.

O clima ajuda na festa?
Situada no Planalto da Borborema, Campina Grande possui um clima tropical de altitude que a diferença do litoral. O inverno é famoso pelo frio agradável e pela garoa fina, tornando as noites de São João perfeitas para dançar forró agarradinho e tomar quentão.

Motivos para celebrar em Campina
Campina Grande oferece uma das experiências culturais mais intensas do Brasil.

Viver o Maior São João do Mundo é um item indispensável na lista de desejos de qualquer viajante.
A arquitetura de Niemeyer no Museu dos Três Pandeiros oferece fotos espetaculares sobre o açude.
A culinária sertaneja autêntica e o artesanato da Vila do Artesão garantem memórias e souvenirs únicos.
Você precisa dançar um forró no Parque do Povo numa noite fria de junho para entender por que esta cidade é o orgulho do Agreste.

Correio Braziliense