
A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) abriu inquérito para investigar denúncias de casos de importunação sexual no ônibus circular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no campus de Natal.
Cerca de 20 boletins de ocorrência foram registrados, segundo a polícia. A Ouvidoria da UFRN também confirmou que recebeu pelo menos 29 denúncias sobre a onda de importunação sexual no circular.
Em nota, a UFRN informou que irá colaborar com a polícia na identificação do suspeito. A Universidade informou ainda que oferece apoio às estudantes, mas não detalhou como.
"O nosso papel é ter essa escuta, promover orientações, promover alguns encaminhamentos que a gente ache que sejam pertinentes diante do sofrimento que a gente sabe que é causado nos casos de violência, de assédio, discriminação ou qualquer outro tipo de violência na instituição", disse a assessora técnica de Desenvolvimento Pessoal da UFRN Juliana Paiva.
Os casos, segundo as estudantes, teriam sido cometidos por um único suspeito. As estudantes citaram que o suspeito entra nos coletivos e utiliza uma bolsa para disfarçar os atos libidinosos.
Algumas estudantes conversaram com a reportagem da Inter TV Cabugi, mas preferiram não se identificar.
A polícia também reforçou que outras possíveis vítimas devem procurar a DEAM para registrar os casos, auxiliando assim na identificação e prisão do suspeito.
Crime: 1 a 5 anos de prisão
A importunação sexual é um crime previsto no Código Penal. Portanto, explica a advogada Geyse Raulino, presidente da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil no RN (OAB-RN), é importante denunciar os casos.
O crime acontece, segundo ela, quando alguém intencionalmente "encosta, se esfrega ou pratica um ato sexual contra outra pessoa e sem o consentimento dessa pessoa".
A advogada reforçou que esse tipo de crime é mais comum em transportes públicos, como tem sido denunciado nesse caso. "Às vezes o ônibus está lotado, e o homem se aproveita dessa lotação para encostar no corpo da para tocar no seu corpo, em suas partes íntimas", falou.
Importunação sexual tem pena de prisão prevista de 1 a 5 anos, lembrou a advogada Geyse Raulino.
Com informações de g1 RN