As expectativas da maioria, no Rio Grande do Norte, são positivas com relação ao futuro do Brasil e do Estado. Mesmo assim, há um elevado percentual de potiguares que aponta dificuldade para procurar um vínculo empregatício. Essas são conclusões possíveis a partir dos percentuais da pesquisa Conectar/MAIS RN, divulgada nesta sexta-feira (27) pela FIERN, com abordagens inéditas sobre a opinião do norte-rio-grandense a respeito do país e do RN. A Pesquisa Instituto Conectar/ MAIS RN revela a opinião do norte-rio-grandense a respeito de temas relacionados a comportamento, sentimento em relação ao Estado e perspectiva para o próximo ano. O documento foi lançada durante a Semana da Indústria.

A pesquisa também levantou que a Compra da casa própria e abrir o próprio negócio são desejos mais frequente entre os norte-rio-grandenses e que o Potiguar tem confiança em um futuro melhor e acredita no crescimento do Estado.

Diante da pergunta sobre o futuro do Brasil, 57% afirmam que têm expectativa de melhora — soma dos 32% que responderam muito melhor e 25% um pouco melhor.   Enquanto isso, 22% aponta que ficará igual; e 15% afirmam que deve piorar — equivalente aos 6% disseram um pouco pior e 9% muito pior.

As expectativas quanto ao futuro do Rio Grande do Norte são positivas para 56% — índice que é resultado da soma dos 28% que responderam que será muito melhor e 28% um pouco melhor. Apontaram que será igual ao que está hoje 26%. Os pessimistas somam 14% — soma dos 6% afirmaram “um pouco pior” e 8% “muito pior”.  Para 53%, o Rio Grande do Norte vai crescer nos próximos anos, enquanto 26% acreditam que o Estado ficará parado e 16% que irá regredir.

Na avaliação sobre o próprio preparo em relação aos desafios do futuro em relação ao trabalho, 55% se consideram preparados, entre os quais 7% “muito preparados” e 48% “preparados”. Mas há um índice expressivo (43%) que avalia ser necessário uma qualificação mais adequada, dos quais 32% se sentem “pouco preparados” e 12% “totalmente despreparados”.

Questionados sobre a melhor opção profissional para um recém-formado, os potiguares apontam “fazer um concurso público” (49%) e “abrir o próprio negócio” (30%). Em terceiro, fica a opção “procurar emprego em uma empresa privado”, com 19%.

Os entrevistados pela Pesquisa Conectar/MAIS RN apontaram, com um índice de 82%, que há dificuldade para buscar, atualmente, um trabalho. 58% afirmaram que é “muito difícil” procurar um novo emprego e 24% “mais ou menos difícil”. Afirmaram que é “mais ou menos fácil” 14% e muito fácil 3%. A busca por um novo emprego foi apontada como mais difícil pelas mulheres e pelos mais velhos e menos instruídos. Entre quem tem nível superior de instrução, 43% acham que está muito difícil encontrar emprego atualmente, o que mostra que a crise atinge todos os segmentos, também de escolaridade. Na faixa dos “não economicamente ativos”, 64% dizem que está muito difícil procurar emprego atualmente.

A pesquisa ainda perguntou se há um desejo e sair do Rio Grande do Norte para trabalhar. A resposta “nunca pensou” foi dada por 55% e “já pensou” por 45%. Entre dos destinos escolhidos, caso saísse do RN, os mais citados foram: São Paulo, com 27%; outros países, 15%; Rio de Janeiro, 12%; e outros estados, 8%. Ainda foram apontados como opções: Paraíba, com 6%; Ceará, com 5%; Goiás, com 4%; Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais e Brasília, esses quatro com 3%.

As áreas que são citadas como as que têm maior potencial para gerar emprego no RN foram: Saúde, por 46%; Construção Civil, por 42%; Tecnologia da Informação, por 39%; Energias renováveis, por 36%; Turismo, 32%; Petróleo e Gás, 24%; engenharia da pesca, 13%; e mineração, 7%.

Quando pensa em emprego, trabalho e renda, as instituições mais lembradas pelo potiguar, com índices acimas de vinte pontos percentuais, de acordo com as citações de múltipla escolha, são: prefeitura de sua cidade (32%), SEBRAE (29%), Governo do Estado (25%), SENAI (25%), IFRN (25%), Universidades (25%) e SENAC (22%).

A Pesquisa Conectar/Mais RN foi aplicada entre os dias 6 e 10 de maio de 2022, realizada junto à população de 16 anos ou mais do Rio Grande do Norte, tendo como fonte da amostra o censo e o PNAD no IBGE e coleta de dados na aplicação de entrevista pessoais. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 3,1% para mais ou para menos.