Créditos: Reprodução
O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, foi condenado a 2 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado e a 1 ano e 10 meses de detenção no semiaberto por atuar como falso médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cananéia, no litoral de São Paulo. Ele está preso desde janeiro de 2026.
Wellington atendeu dezenas de pacientes nos dias 6 e 7 de janeiro, realizou ultrassons e assinou documentos usando o registro profissional de outro médico, sem formação em Medicina ou inscrição no Cremesp.
A fraude foi descoberta após um paciente denunciar um laudo que apontava que sua vesícula estava íntegra, embora o órgão já tivesse sido retirado. O falso médico também teria demonstrado incapacidade de identificar o sexo de um bebê e estimar a data provável do parto de uma gestante de oito meses.
A direção da UBS verificou que o registro informado pertencia a outro profissional e acionou a Polícia Militar, que prendeu Wellington em flagrante. Ele confessou que receberia cerca de R$ 2 mil pelos atendimentos.
O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o empresário por falsa identidade, tentativa de estelionato, exercício ilegal da medicina, falsificação de documentos particulares e exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo. Cabe recurso.
A Prefeitura de Cananéia informou que os pacientes atendidos pelo falso médico foram convocados para refazer os exames.


