Um casal alega ter perdido R$ 2.500 ao cair em um golpe aplicado pelo que, segundo eles, seria uma falsa agência de modelos. A empresa prometeu realizar o sonho dos filhos e cuidar da carreira das crianças, uma menina de 9 anos e um garoto de 5. No entanto, após o pagamento e a assinatura do contrato para o agenciamento dos modelos mirins, os pais teriam sido bloqueados nas redes sociais pelos supostos agentes, que desapareceram.

O caso aconteceu em Santos, no litoral de São Paulo. A mãe dos modelos mirins, Deborah de Oliveira, ressaltou o desespero pelo prejuízo, uma vez que a quantia era a única reserva da família. Além disso, destacou a tristeza dos filhos, que chegaram a ser fotografados e agora pensam em desistir da carreira. Um boletim de ocorrência (BO) sobre o caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP) de São Vicente, cidade vizinha.

Deborah afirma que uma mulher, que se apresentou como "Gabrielle", entrou em contato com a família na última semana por meio das redes sociais. "Ela disse que estava fazendo captação [de candidatos] para uma seleção de uma agência de modelos em Santos". O encontro aconteceu na cobertura de um hotel no bairro Gonzaga, no último domingo (26).

A mãe lembrou que aproximadamente 100 pessoas estavam no local, entre crianças e adultos, para tentar a oportunidade. "Duas funcionárias falaram que meus filhos fariam um teste de fotos e, caso fossem aprovados, conversaríamos com o diretor. Eles foram, e fomos levados a um produtor, que se identificou como Caio".

O suposto profissional disse, ainda de acordo com Deborah, que cobraria R$ 7.800 para agenciar a carreira das crianças na "Paulo Tavares Produções e Model". Ele garantiu, porém, que já teria dois serviços certos, que inclusive já estariam programados para o próximo sábado (2), e que renderiam à família R$ 20 mil.

"Não tínhamos esse valor no cartão de crédito, ele então liberou que assinássemos [o contrato] por R$ 2.500. O restante poderia ser pago depois que as crianças recebessem os cachês [de R$ 20 mil]. Enquanto ele conversava conosco, mandou áudios para pessoas que trabalham em agências de São Paulo e são conhecidas. Ele foi 'trabalhando a nossa mente' para nos convencer a pagar o agenciamento", lembra.

Deborah ressalta que ficou combinado que a empresa entraria em contato na quarta-feira (29), o que não aconteceu. "Ligo desde segunda e dois números me bloquearam, além de excluírem a conta da empresa no Instagram, que tinha mais de 20 mil seguidores. Foi quando me dei conta que era golpe".

O casal ainda conseguiu contato com "Caio" na quarta, mas o homem teria dito que estava ocupado e que depois telefonaria, mas, segundo Deborah, ele não ligou.

"Estamos muito preocupados, pois era a única renda que a gente tinha. O único dinheiro disponível no cartão de crédito. Só o meu marido trabalha. Eu fui bem clara quando disse para eles: ‘Isso é tudo que a gente tem. Esse trabalho realmente existe?’. Fui muito sincera, olhando olhos nos olhos dele. E ele respondeu: ‘Claro que existe, a gente jamais faria isso'", desabafa.

Com informações do G1