Rio Grande do Norte

– Saldo total no mês  +1.899

Serviços  +2.519

Comércio  +969

Indústria (com Construção)  +336

Agropecuária  -1.925

No mês de fevereiro, o emprego com carteira assinada no Rio Grande do Norte registrou saldo positivo pelo segundo mês seguido, a despeito de estarmos em uma fase de baixa sazonal relacionada a atividades importantes para a economia, como a da safra de melões e a da moagem da cana de açúcar, que acabam impactando negativamente o balanço do Caged no início do ano. Foram 1.899 vagas criadas, incrementando em 0,44% o estoque de empregados existentes em janeiro. Tomando-se a série história para meses de fevereiro iniciada em 2006, este é o segundo com saldo positivo, maior do que o de 2014, quando 931 empregos foram gerados.

Os serviços lideraram a abertura de vagas (+2.519), com destaque para os segmentos de terceirização de mão de obra, de atividades ligadas ao turismo, como alojamento e alimentação, além das áreas de educação e saúde. O Comércio ficou em segunda posição (+969) e a Indústria em terceiro (+336), mais uma vez, graças às contratações da Construção. Por outro lado, a Agropecuária cortou -1.925 vínculos, dando continuidade ao fim da safra de frutas irrigadas e a finalização do corte da cana, como já afirmado acima.

A Indústria

Quanto ao resultado da Indústria (+336), tem-se o melhor fevereiro desde 2010, quando foram criadas 413 vagas. O Construção continuou contribuindo positivamente para o resultado do setor, tendência que se vem repetindo desde 2019. Desta feita foram 566 postos de trabalho abertos pelo setor. As vagas da Construção foram destinadas, principalmente, às Obras de edificações e de Infraestrutura. O segundo melhor resultado foi assinalado pelo ramo de Fabricação de produtos de minerais não-metálicos (+176), interligado à construção, com produtos como Estruturas pré-moldadas de concreto armado em série sob encomenda, além dos Produtos cerâmicos (telhas e tijolos). O terceiro destaque ficou a cargo da Manutenção e Reparação de Máquinas e Equipamentos (+89).

O principal destaque negativo, repetiu a tendência de janeiro, a saber, Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis, que cortou 527 vagas na fabricação de álcool. A Indústria de alimentos continuou com o segundo pior resultado (-413), influenciada pelos cortes na Fabricação de açúcar. Finalmente, a Extração de petróleo e gás natural foi o terceiro destaque negativo (-29).

Com o balanço de fevereiro, o Rio Grande do Norte passa a ter um total estimado de 436.334 pessoas ocupadas em regime de CLT, das quais 97.999 (22,5%) em atividades industriais.

Para mais informações, acesse a Síntese Novo Caged RN – Fevereiro 2021