Filho confessa assassinato dos pais desaparecidos há 8 anos em entrevista à TV e sai preso de emissora nos EUA

27 de Setembro 2025 - 11h50
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O desaparecimento de Franz e Theresia Kraus, casal de idosos que não era visto desde 2017, foi desvendado de forma trágica em Albany, nos Estados Unidos. O próprio filho, Lorenz Kraus, confessou em entrevista à emissora WRGB ter matado os pais e enterrado os corpos no quintal da casa onde morava.

As investigações foram retomadas em maio de 2025, após uma verificação do Seguro Social levantar suspeitas sobre o paradeiro do casal. Uma checagem anterior, em 2020, havia sido encerrada quando vizinhos afirmaram que os Kraus teriam se mudado para a Alemanha.

Em setembro, cães farejadores localizaram dois corpos enterrados próximos a árvores frutíferas na residência da família. A polícia acredita que sejam de Franz e Theresia, embora a identificação formal ainda não tenha sido concluída.

Na entrevista, Lorenz descreveu os assassinatos, cometidos em agosto de 2017: o pai foi morto “com as próprias mãos” e a mãe, estrangulada com uma corda. Ele afirmou que teria agido por “misericórdia”, para poupá-los do envelhecimento, e disse que cumpriu seu “dever como filho”.

Após o crime, continuou recebendo os benefícios do Seguro Social dos pais, alegando que usava o dinheiro para doações. Em declarações à TV, também exibiu discurso antissemita e pediu para ser julgado “sob a lei alemã”.

Logo após a entrevista, Kraus foi preso no estacionamento da emissora e acusado de dois homicídios de segundo grau e ocultação de cadáver. Em audiência, declarou-se inocente e permanece detido sem direito a fiança.

A advogada de defesa, Rebekah Sokol, criticou a forma como a reportagem foi conduzida e reforçou que o cliente “tem direito a uma defesa rigorosa”.

Lorenz Kraus já havia sido candidato à presidência dos EUA em New Hampshire, em 2020, e era conhecido por promover teorias conspiratórias. A revelação abalou moradores de Albany e gerou repúdio da governadora Kathy Hochul.

“É inacreditável pensar no ódio no coração de alguém, ser capaz de fazer isso com os próprios pais”, declarou.

Vizinha de longa data, Annmarie Calabrese lamentou: “É muito, muito triste. Eles eram ativos e saudáveis. Não saberíamos a quem recorrer.”