Créditos: Renato Pizzutto/Band
Derrotado pelo presidente Lula (PT) nas urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aconselhado por aliados a assumir o mais rápido possível o papel de principal líder da oposição no país. A informação é do Metrópoles.
A avaliação é de que Flávio precisa ajustar o discurso e voltar a “falar sobre Brasil”, deixando os questionamentos sobre o resultado das eleições para outros integrantes de sua campanha.
O temor é de que Flávio repita a atitude de seu pai, Jair Bolsonaro, em 2022 e submerja após a derrota para Lula. Para aliados, isso pode levar o bolsonarismo a uma crise de liderança ainda maior.
O senador também foi aconselhado a “enquadrar” o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e lideranças da direita que se elegeram para governos estaduais e para o Senado com apoio do bolsonarismo.
Na avaliação de aliados, Flávio deve cobrar de Valdemar que o PL banque uma estrutura para o senador atuar como líder da oposição, da mesma forma como a sigla bancou para Jair e Michelle Bolsonaro.
Aliados também defendem que Flávio cobre espaços para seu grupo político nos futuros governos e gabinetes do Senado que serão comandados por lideranças do PL e de outros partidos da direita.
Apesar dos conselhos, Flávio ainda não sinalizou qualquer decisão. De acordo com aliados, o candidato do PL ainda tenta entender os motivos que levaram à virada de Lula e à consequente derrota do senador.
Na noite do domingo (25/10), após discursar à imprensa questionando o resultado das eleições, Flávio voltou para casa, onde recebeu alguns aliados mais próximos para analisar o cenário eleitoral.
Segundo apurou a coluna, o petit comitê reuniu o coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RJ), familiares e amigos de Flávio. Entre eles, o publicitário Marcello Lopes.


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