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Clientes da Shein no Brasil tiveram dados pessoais vazados, tornando-se alvo de criminosos que aplicam o chamado “golpe das blusinhas”, segundo apuração do Metrópoles. Informações como nome completo, endereço e itens adquiridos são usadas para enganar consumidores e cobrar taxas indevidas.
O golpe segue um padrão relatado por vítimas: após a compra no site da Shein, os clientes recebem mensagens por WhatsApp de golpistas, supostamente de transportadoras parceiras, informando uma taxação falsa, geralmente em torno de R$ 37,23, que precisaria ser paga para a entrega do produto.
Moradores de cidades como Ourinhos (SP) e Brasília (DF) relataram terem recebido mensagens com seus dados completos, incluindo nome, endereço e detalhes da compra. Em alguns casos, os criminosos pedem pagamento via Pix, alegando que a encomenda seria leiloada caso não houvesse regularização.
O secretário do Consumidor do Distrito Federal, Gilvan Máximo, alertou que a cobrança de impostos ou taxas sobre produtos nacionalizados é ilegal. Ele orientou que as vítimas registrem reclamações no Procon.
A Shein já enfrentou problemas semelhantes internacionalmente. Em 2018, a empresa-mãe Zoetop foi condenada nos Estados Unidos a pagar US$ 1,9 milhão por vazamento de dados de 39 milhões de clientes.
Até a publicação desta matéria, nem a Shein nem a iMile haviam se manifestado sobre os casos no Brasil. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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