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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou o dobro de recursos necessários para financiar obras rodoviárias no exterior. A notícia é destaque na Folha de São Paulo desta quarta-feira (28). Os projetos foram realizados por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
A informação consta em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), e faz referência a contratos firmados entre 2006 e 2013, nas gestões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT.
O BNDES desembolsou US$ 2,11 bilhões (R$ 8,78 bilhões) para bancar exportações de bens e serviços de engenharia do Brasil nos empreendimentos de países como Angola, Gana e República Dominicana. Mas, pelo serviço, o valor não deveria ter passado de US$ 1,04 bilhão, ou R$ 4,35 bilhões.
Somente para seis obras na República Dominicana, tocadas pela Odebrecht, o BNDES liberou US$ 850 milhões. O TCU estima que US$ 380 milhões tenham sido concedidos indevidamente.

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