Homem que morreu por 7 segundos revela o que viu do outro lado

26 de Outubro 2025 - 14h39
Créditos: Getty Images

As experiências de quase morte (EQM) continuam a intrigar a ciência e o público. Um exemplo recente vem do neurocientista espanhol Álex Gómez Marín, que relatou ter ficado clinicamente morto por sete segundos após sofrer uma hemorragia interna grave — e vivido um episódio que, segundo ele, mudou completamente sua visão sobre a consciência e a existência.

Pesquisador do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), na Espanha, Marín contou em entrevista ao programa La Rosa de los Vientos que, durante o breve período em que seu coração parou, teve a sensação de estar “em um poço banhado por uma luz dourada” e de encontrar três figuras luminosas que lhe ofereceram a escolha entre voltar à vida ou seguir adiante.

“Eu estava em um túnel — ou melhor, em um poço — olhando para cima. Havia três figuras contra a luz, me esperando. Eu via as silhuetas e sabia exatamente quem eram. A luz era amarela e muito forte”, relatou.

O cientista descreve as figuras como “guias espirituais” e diz que, naquele instante, pensou nas filhas pequenas e decidiu retornar.

“Me ofereceram duas opções: voltar ao meu corpo ou ir embora de vez. Eu agradeci e disse que ainda não. Pensei nas minhas filhas e pedi para voltar.”

Marín afirma que o episódio foi “mais real do que a própria realidade”, sem dor ou medo, apenas com uma serenidade profunda.

“Lá, não é preciso pensar. Você simplesmente sabe. E eu sabia que tudo estava bem.”

A experiência está relatada no livro “La ciencia del último umbral” (“A ciência do último limiar”, em tradução livre), em que o neurocientista reflete sobre o mistério da consciência e o que pode existir além do corpo físico.

Embora declare não ser religioso, ele admite que a vivência transformou sua percepção sobre o sagrado:

“Durante muito tempo o materialismo nos disse que só existe a matéria. Mas o amor, a dor e a consciência também são reais, mesmo que não possam ser medidos.”

Para ele, o episódio trouxe uma nova relação com a morte:

“Acho que morrer é algo bonito. Temos muito medo, mas quem esteve lá e voltou sabe que é uma experiência serena. E, enquanto isso, é importante lembrar que também há vida antes da morte.”