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Um grupo de 45 presidentes e delegados de delegacias sindicais do Sindifisco Nacional divulgou, nesta segunda-feira (9), um manifesto em defesa de Kleber Cabral, investigado pela Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Cabral é alvo do chamado inquérito das fake news após fazer críticas a operações da PF contra auditores da Receita Federal do Brasil suspeitos de vazar dados sigilosos de ministros do STF e de familiares. O dirigente sindical prestou depoimento à PF no fim do mês passado.
No manifesto, os auditores afirmam que a investigação levanta “preocupação institucional quanto à liberdade de expressão e à segurança jurídica” na atuação da categoria. O documento também ressalta que auditores fiscais têm, por lei, poder para fiscalizar qualquer cidadão, inclusive autoridades públicas.
O texto ainda relembra um episódio de 2019, quando a análise fiscal de 133 pessoas politicamente expostas levou ao afastamento de auditores, posteriormente reintegrados por falta de comprovação de irregularidades.
Recentemente, a Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão contra servidores suspeitos de divulgar dados de ministros do STF. Esses servidores foram proibidos de acessar o Serviço Federal de Processamento de Dados e os sistemas da Receita Federal.


