Um susto enorme marcou o treino entre jogadores da base e de profissionais do Atlético-GO na manhã da última terça-feira. O zagueiro Fellipe, de 18 anos, passou mal em campo, sofreu duas paradas cardíacas e foi encaminhado ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Ele está internado em estado grave.

Segundo os médicos do clube, Avimar Teodoro e Lucas Ricci, a rapidez no atendimento foi fundamental para salvar a vida do atleta. O treino foi entre jogadores da base e atletas que não foram relacionados para a partida do Campeonato Brasileiro contra o Bragantino, na última terça-feira.

O atendimento foi feito por Lucas Ricci. Em entrevista nesta quarta-feira, o médico afirmou que Fellipe sofreu uma parada cardíaca ainda no Centro de Treinamentos do Dragão. Depois de um primeiro atendimento, o jogador foi encaminhado para uma unidade de pronto socorro no Setor Urias Magalhães, próximo ao CT, e ainda sofreu outra parada cardíaca. Foi necessário o uso de desfibrilador para reanimar o zagueiro Fellipe.

– Eu estava presente. Na última etapa do treino, o jogador Fellipe caiu no gramado e começou a convulsionar. Identificamos que ele tinha entrado em parada cardiorrespiratória. Após a massagem cardíaca, o pulso voltou. Para ter um maior respaldo, já quis encaminhá-lo para um serviço de suporte melhor. Durante o trajeto, ele teve outra parada cardíaca e começamos a fazer a massagens também. Chegando lá, a equipe também foi muito solícita e nos ajudou bastante. Fizemos quatro choques para ele poder voltar e, depois de 20 minutos, o pulso restabilizou. Foi um caso bem complicado. Estamos tentando de todos os jeitos salvar a vida do jogador – disse Lucas Ricci.

Segundo o médico, o jogador está entubado e internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hugol. Lucas Ricci afirmou que Fellipe ainda corre risco de morte, mas que o atendimento rápido foi fundamental.

– É um caso bem complexo. Toda a equipe está acompanhando. Ele está passando por mais exames para que a gente consiga identificar a causa. Hoje ele está mandando um padrão estável, mas ainda é um caso minucioso e complicado. A gente sempre tem esperança, ainda mais por ser um paciente jovem, que ele consiga se recuperar. É um caso muito grave, existe o risco de óbito, mas estamos fazendo de tudo para que ele saia com vida. Ele pode ter sequelas, por isso que o atendimento rápido é tão importante.

Fonte: GE