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Após a equipe de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrar uma investigação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a atuação da Jovem Pan, a emissora alegou estar sob censura do órgão. Comentaristas foram afastados do canal e, durante as atrações, os contratados da empresa protestaram com nariz de palhaço e receitas culinárias durante suas análises políticas.
Na edição de terça (18) do programa Os Pingos nos Is, o âncora Vitor Brown leu um posicionamento da emissora sobre a decisão do TSE: "No dia de ontem, ao julgar uma ação de direito de resposta promovida pela aliança liderada pelo PT, o TSE, atendendo a um pedido desse partido, resolveu promover verdadeira censura aos meios de comunicação, impedindo que a Jovem Pan abordasse alguns assuntos, mesmo que de forma crítica ou informativa".
"Embora não concordemos, cumpriremos a decisão do TSE em respeito ao Estado Democrático de Direito. Esperamos que os valores de liberdade de imprensa e de expressão sejam rapidamente reestabelecidos, eis que são próprios e inerentes a todas as democracias", cobrou Brown.
Na segunda (17), os ministros do TSE concederam três direitos de resposta a Lula na Jovem Pan. Assim, o petista pôde rebater afirmações veiculadas no canal de que ele seria um mentiroso, que não foi "inocentado" pela Justiça e que perseguiria cristãos caso fosse eleito. Segundo a Folha de S.Paulo, na decisão, o órgão determinou que os comentaristas não reproduzam essas afirmações sobre o político, sob pena de R$ 25 mil.
Ao longo da principal atração do canal, a ex-atleta Ana Paula Henkel protestou contra essa decisão judicial enquanto comentava sobre o tiroteio ocorrido durante um ato de campanha de Tarcísio de Freitas, candidato do Republicanos ao governo de São Paulo. Inicialmente, os tiros foram interpretados como um suposto atentado ao aliado de Jair Bolsonaro (PL), versão negada por Freitas e pela polícia.
Contudo, a comentarista prosseguiu com a interpretação de atentado e afirmou: "Estamos vivendo um atentado contra a democracia e, diante do claro estado de exceção, das restrições draconianas impostas por cortes no Brasil que deveriam salvaguardar a nossa Constituição e proteger a liberdade de imprensa, o meu comentário sobre o Tarcísio infelizmente vai ser uma receita de bolo de fubá".
Em seguida, Ana descreveu o modo do preparo do bolo. Durante o período da Ditadura Militar (1964-1985) no Brasil, receitas de bolo eram publicadas nos jornais para substituir notícias censuradas pelos militares.
Com informações do Notícias de TV/UOL


