Créditos: Reprodução
A Justiça de São Paulo condenou a Jovem Pan a pagar R$ 30 mil por danos morais à família do estudante de medicina Marco Aurélio Cárdenas Acosta, morto por policiais militares em novembro de 2024.
A ação foi movida após programas da emissora sugerirem que o jovem estaria sob efeito de drogas e teria tentado pegar a arma de um policial antes de ser baleado. A defesa alegou que a notícia se baseou em fontes oficiais e no laudo toxicológico, que apontou presença de norcetamina.
A juíza Priscilla Bittar Neves Netto destacou, porém, que o laudo não detectou drogas de abuso nem álcool e classificou a norcetamina como fármaco, administrado em procedimento anestésico de emergência após o disparo. Para a magistrada, a afirmação de que o estudante estava sob efeito de drogas é falsa e causou abalo à honra da vítima e da família. Ela também citou falta de diligência e ausência de retratação espontânea por parte da emissora.
Além da indenização, foi determinada a remoção dos conteúdos e a publicação de retratação.
Relembre o caso
Marco Aurélio, 22 anos, estudante do 5º ano de medicina, foi morto na madrugada de 20 de novembro de 2024, dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Segundo a denúncia do Ministerio Publico de Sao Paulo, ele foi baleado no abdômen após perseguição policial e não resistiu, mesmo socorrido ao Hospital Ipiranga.
O Ministério Público denunciou dois PMs por homicídio qualificado, apontando motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. Um deles teve pedido de prisão preventiva. Ambos foram afastados das funções operacionais.
A emissora foi procurada, mas não se manifestou até a publicação. O espaço segue aberto.


