Créditos: Mango/Divulgação
A Inteligência Artificial vem ganhando espaço na indústria da moda e já levanta debate sobre o impacto da tecnologia em profissões como modelos e fotógrafos. Diante desse cenário, o estado de Nova York aprovou uma legislação que estabelece regras para o uso de modelos digitais em campanhas publicitárias.
A partir de junho, marcas, agências e plataformas de mídia que operam no estado deverão informar de forma clara quando imagens ou vídeos utilizarem modelos criados por IA. Essas personas digitais são chamadas de “artistas sintéticos” e vêm sendo usadas por grifes com níveis cada vez maiores de realismo.
Pela nova regulamentação, o aviso sobre o uso de inteligência artificial precisa estar visível ao consumidor, sem ficar escondido em letras pequenas ou em partes discretas do anúncio. A lei prevê multa de US$ 1 mil na primeira infração e US$ 5 mil em caso de reincidência.
Outro ponto da norma amplia a proteção ao direito de imagem após a morte. O uso comercial do nome, da voz ou da imagem de pessoas falecidas passa a exigir autorização prévia de herdeiros ou representantes legais. A legislação também proíbe o uso não autorizado de réplicas digitais hiper-realistas.
Nos últimos anos, grandes marcas passaram a investir em campanhas com modelos criados por IA. Empresas como Zara e Guess foram alvo de críticas após utilizarem imagens geradas por inteligência artificial em campanhas publicitárias.
Em 2025, a Guess lançou uma campanha com modelos totalmente criadas por IA que apareceu na edição de agosto da Vogue dos Estados Unidos, o que gerou forte repercussão. Já a Zara anunciou que pretende usar a tecnologia para alterar digitalmente roupas em imagens de modelos reais, reduzindo a necessidade de novos ensaios fotográficos.


