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Enquanto Nicolás Maduro ainda se recuperava após ser capturado pelos Estados Unidos, o presidente Lula passou a receber elogios de Caracas. Nesta sexta-feira (9), o chanceler venezuelano Yván Gil se reuniu com a embaixadora do Brasil, Glivânia Maria de Oliveira, para agradecer a “firme posição” do petista contra a ação americana.
Durante o encontro, Yván Gil afirmou que Brasil e Venezuela vão intensificar a agenda bilateral e desenvolver novos projetos e áreas de cooperação em 2026, em benefício dos dois países. A sinalização ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos sobre o governo venezuelano.
A captura de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores pelos EUA, no último sábado (3), foi classificada por Lula como uma “linha inaceitável” e uma “afronta gravíssima à soberania venezuelana”. O governo brasileiro também levou o tema à Organização dos Estados Americanos (OEA), apontando o episódio como um sequestro.
O gesto de agradecimento não é isolado. Na quinta-feira (8), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, já havia elogiado Lula, afirmando que ele “sempre esteve ao lado” do povo venezuelano. Mesmo em meio ao cenário de instabilidade geopolítica, o governo brasileiro mantém a Venezuela como parceira estratégica.

