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Francisca Lopes da Silva, de 44 anos, presa em flagrante após agredir a filha de 16 anos com um cinto e cortar o cabelo da adolescente, afirmou estar arrependida do que fez e pediu perdão à filha. A declaração foi dada em entrevista exibida pela TV Tropical nesta quarta-feira 16, um dia após a Justiça conceder liberdade provisória à investigada. Com informações do Agora RN.
Durante a entrevista, Francisca disse que nunca havia agredido a filha daquela forma e afirmou que agiu acreditando estar corrigindo a adolescente.
“Me arrependo. Se eu pudesse voltar atrás, não faria isso. Eu jamais faria novamente um negócio desse. Pedi perdão a ela e também pedi perdão a mim mesma”, declarou.
A investigada também negou que tenha agido por maldade e afirmou que sua intenção era proteger a filha.
“Não foi por maldade. Eu sou mãe e quero proteger meus filhos. Jamais vou fazer isso de novo”, disse.
Após passar por audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória à investigada. O processo tramita em segredo de Justiça por envolver uma adolescente.
Entre as medidas cautelares impostas estão a proibição de se ausentar da comarca por mais de 15 dias sem autorização judicial e o comparecimento obrigatório a todos os atos do processo.
Relembre o caso
O episódio ocorreu na manhã de segunda-feira 14 e ganhou repercussão após vídeos das agressões circularem nas redes sociais. Nas imagens, a adolescente aparece sendo atingida com golpes de cinto pela mãe e, em seguida, tem parte do cabelo cortado em via pública.
Segundo as investigações da Polícia Civil, a motivação das agressões teria sido o relacionamento da adolescente com um jovem.
Após a divulgação das imagens, a Guarda Municipal de Natal encaminhou a vítima, acompanhada do pai e do irmão, para atendimento em um serviço especializado de acolhimento. Em seguida, equipes da 1ª Delegacia de Plantão de Atendimento a Grupos em Situação de Vulnerabilidade (1ª DPAGV) localizaram e prenderam Francisca em flagrante.
A Polícia Civil reforçou que, por envolver uma adolescente, imagens e informações que possam identificar a vítima não devem ser divulgadas, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


