Médica afirma: não existe quantidade segura para consumo de tabaco

19 de Junho 2026 - 14h47
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Fumar apenas alguns cigarros por dia não elimina os riscos à saúde. Especialistas alertam que não existe quantidade segura de cigarro, vape ou qualquer produto derivado do tabaco, já que os danos dependem tanto da quantidade consumida quanto do tempo de exposição.

Segundo a pneumologista Carolina Salim, fumar pouco por muitos anos não deve ser considerado um hábito inofensivo. Já o oncologista Helano Freitas destaca que os benefícios de parar de fumar começam rapidamente, principalmente para o sistema cardiovascular, reduzindo gradualmente o risco de infarto e AVC.

Nos pulmões, interromper o tabagismo evita novas agressões, mas alguns danos, como enfisema avançado, podem ser irreversíveis. Em relação ao câncer, o risco diminui ao longo dos anos e pode se aproximar ao de não fumantes após cerca de 15 a 20 anos sem cigarro.

Os médicos também alertam para os perigos do tabagismo passivo, que aumenta o risco de câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios. Segundo o órgão de saúde americano CDC, a exposição à fumaça pode elevar em até 30% o risco de câncer de pulmão e doenças cardíacas.

Os cigarros eletrônicos também não são considerados seguros. Embora tenham composição diferente, já existem evidências de lesões nas vias aéreas associadas ao seu uso, enquanto os efeitos de longo prazo ainda estão sendo estudados.

Especialistas recomendam procurar avaliação médica diante de sintomas como tosse persistente, falta de ar, rouquidão prolongada, dor no peito, perda de peso sem explicação ou tosse com sangue.

A orientação é clara: embora o organismo apresente melhora após abandonar o cigarro, a única quantidade considerada segura para a saúde é zero.