Metanol em bebidas: saiba por que o PCC não foi investigado

11 de Outubro 2025 - 17h40
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Com 25 casos confirmados e 160 suspeitos, São Paulo é o Estado com mais notificações de intoxicação por metanol no país. Todas as cinco mortes registradas no Brasil até esta sexta-feira (10) ocorreram em território paulista, segundo a CNN.

A Polícia Civil investiga os casos, e o governo estadual realiza uma força-tarefa contra a adulteração de bebidas. Desde 29 de setembro, 24 pessoas foram presas, e diversos estabelecimentos, como distribuidoras e adegas, foram interditados na Grande São Paulo.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, e o governador Tarcísio de Freitas negam envolvimento direto do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos crimes. Segundo eles, o negócio não é lucrativo para facções, e os falsificadores atuam de forma isolada.

A suspeita sobre o PCC surgiu porque a facção já foi associada ao uso de metanol na adulteração de combustíveis. Nesta sexta (10), uma fábrica clandestina foi fechada em São Bernardo do Campo; bebidas produzidas no local teriam causado as mortes de Ricardo Lopes, 54, e Marcos Antônio Jorge Júnior, 46.

De acordo com Derrite, os falsificadores usaram metanol por engano no lugar do etanol. A Polícia Científica confirmou que o metanol foi adicionado intencionalmente às bebidas, afastando a hipótese de contaminação acidental. Mais da metade das amostras apreendidas tinha entre 10% e 45% da substância tóxica.

O governador e o secretário reforçaram que não há indícios de participação do PCC. “A falsificação de bebidas não é um crime de alto lucro como o tráfico de drogas, que é a principal fonte da facção”, afirmou Tarcísio.

Além da Polícia Civil, a Polícia Federal também investiga o caso. Uma das hipóteses, segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, é que o metanol tenha vindo de caminhões e tanques abandonados por facções após a Operação Tank.