Moraes manda investigar celulares de Wassef, advogado de Bolsonaro

02 de julho 2026 - 10h58
Créditos: Pedro França/Agência Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a investigação do conteúdo extraído de aparelhos celulares de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendidos pela Polícia Federal no inquérito que apura desvio de joias sauditas e presentes recebidos pelo ex-mandatário. A informação é do Metrópoles.

Em agosto de 2023, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Wassef e a outros suspeitos no âmbito da investigação sobre a venda ilegal de itens de luxo presenteados ao governo brasileiro.

“Do exame das razões apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, verifico que os fatos noticiados pela Polícia Federal não possuem conexão com o objeto destes autos. Diante do exposto, desentranhe-se as informações encaminhadas pela Polícia Federal e autue-se petição autônoma e sigilosa”, decidiu o magistrado.

Em março, Moraes havia mandado a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar e se manifestar sobre os dados. O órgão foi favorável a investigar o conteúdo encontrado no celular do advogado com o objetivo de “que se avalie as hipóteses criminais cogitadas”, que não têm “conexão ou pertinência” com o caso das joias.

A PF encaminhou uma análise complementar de dados obtidos a partir de aparelhos celulares apreendidos com Frederick Wassef. Segundo a corporação, o material revelou “eventos fortuitos” que precisam ser apurados em procedimento separado.

É investigado um suposto esquema de enriquecimento de venda ilegal de joias e bens de luxo da União para favorecer o patrimônio privado do ex-presidente.