Ministério Público diz que Virgínia descumpriu medida cautelar ao fazer propaganda de perfume nas redes

24 de Outubro 2025 - 18h15
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A Justiça determinou que Virgínia Fonseca e os sócios da Wepink — Thiago Stabile e Chaopeng Tan — suspendam lives e ações publicitárias de vendas até comprovarem estoque suficiente dos produtos. A decisão foi motivada por “práticas comerciais abusivas e reiteradas violações ao Código de Defesa do Consumidor”, segundo o O Globo.

O Ministério Público aponta que a influenciadora descumpriu a liminar ao divulgar perfumes em vídeos recentes no Instagram, redirecionando o link de compra para o próprio perfil, e não para o da marca, como exigido. Em caso de novo descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil por ocorrência.

A empresa também foi obrigada a criar um canal de atendimento humano em até 30 dias e a divulgar informações claras sobre cancelamentos, trocas e reembolsos. Caso não cumpra, poderá receber multa adicional de R$ 1 mil por ocorrência.

A Wepink, fundada em 2021 por Virgínia, Stabile e Tan, ganhou destaque por seus altos lucros — a influenciadora declarou à CPI das Bets que o faturamento chegou a R$ 750 milhões em 2024. A marca, no entanto, já havia sido alvo de críticas por atrasos nas entregas e pela qualidade dos produtos.

Procurada, a empresa ainda não se pronunciou.

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