Moraes ignorou alerta da Polícia Federal sobre proteção constitucional ao sigilo da fonte em caso envolvendo jornalista do Maranhão e Flávio Dino

18 de Outubro 2026 - 12h50
Créditos: Danilo Verpa/Folhapress

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal incluísse em um inquérito conversas que poderiam revelar fontes de um jornalista maranhense, apesar de um alerta da própria PF sobre a proteção constitucional ao sigilo da fonte. A informação é da Folha de S.Paulo. Com informações da Folha de S.Paulo.

O jornalista Luís Pablo Conceição Almeida é investigado por suposta perseguição ao ministro Flávio Dino, após publicar reportagens sobre o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do magistrado. Em março, a PF apreendeu celulares e um notebook do profissional.

A corporação havia evitado anexar conversas que poderiam identificar as fontes, citando a Constituição. Moraes, porém, determinou a inclusão do material no processo em até 48 horas, alegando haver indícios de crime e que a legalidade das provas deveria ser analisada pela Justiça.

A decisão gerou críticas de representantes do jornalismo e do direito. A assessoria de Flávio Dino negou irregularidades no uso dos veículos oficiais. Moraes não se manifestou diretamente à Folha sobre o caso.