Onze empreendimentos foram embargados pelo Ministério Público da União (MPU) no litoral salineiro do Rio Grande do Norte, na cidade de Areia Branca. A ação tem sido vista pela população local como um atentado contra o turismo local, afetando diretamente a economia do município e prejudicando as famílias que sobrevivem desta renda.

Os pequenos empresários alegam que não receberam nenhuma notificação individual ou informação prévia alertando do problema. A estimativa é que 90% dos estabelecimentos instalados no local tenham sido atingidos pela medida.

As praias de São Cristovão e Ponta do Mel, ambas em Areia Branca, recebem cerca de 1000 pessoas por final de semana, entre moradores da própria cidade ou de municípios vizinhos que fazem parte da região. Números apontam que esses pequenos negócios embargados contribuem com quase 70% da renda econômica local, além da geração de emprego e renda.

Caso se confirme o fechamento das empresas, toda a cadeia de fornecedores de produtos e serviços da região (vendedores de peixe, hortifrútis, mercados, materiais de construção, músicos, etc.) serão atingidos. A expectativa é que mais de 90 famílias serão atingidas pelo desemprego.

O grupo pretende reverter a decisão do MPU e regularizar as barracas para que a atividade possa continuar na orla.