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A Justiça de Santa Catarina condenou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, pelos crimes de estelionato e falsa identidade após ela se apresentar como uma menina de 12 anos e permanecer por cerca de 14 meses na casa de uma família de Joinville. A decisão manteve a prisão preventiva da mulher.
As penas foram estabelecidas em um ano, seis meses e dez dias de reclusão, pelo estelionato, e quatro meses e 18 dias de detenção, pela falsa identidade. Ambas as condenações terão início em regime semiaberto.
A informação foi divulgada pelo O Globo, que acompanhou o caso. Segundo o jornal, Amanda está presa preventivamente desde 2 de junho.
Defesa afirma que mulher precisa de tratamento psiquiátrico
Os advogados Sarita Henrique de Paiva e Lúcio Sousa pediram a absolvição da ré e a revogação da prisão. A defesa argumentou que laudos produzidos durante o processo indicariam a existência de problemas psiquiátricos e a necessidade de acompanhamento médico.
A Justiça, no entanto, não aceitou a tese. Conforme a decisão, Amanda teria agido de maneira consciente ao criar uma identidade falsa e induzir as vítimas a acreditar que ela era uma adolescente.
A sentença levou em consideração diferentes elementos apresentados durante o processo, entre eles o conteúdo do celular apreendido, depoimentos de vítimas e testemunhas e a própria admissão de Amanda de que havia mentido sobre o nome e a idade.
Os laudos psiquiátricos e psicológicos estão sob segredo de Justiça, assim como a identidade das testemunhas e o conteúdo de parte dos depoimentos prestados durante a audiência.
Em nota, a defesa informou que pretende apresentar recursos às instâncias superiores para tentar modificar a sentença e demonstrar a inocência da cliente.
Com informações de O Globo


