No oitavo ano de gestão de Fátima, RN é classificado como ineficiente e tem o segundo pior resultado do país em educação

26 de Setembro 2026 - 13h14
Créditos: Eduardo Maia/ALRN

No oitavo ano da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), o Rio Grande do Norte foi classificado como ineficiente no Ranking de Eficiência dos Estados – Folha, elaborado em parceria com o Datafolha. O estado recebeu índice geral de 0,303 e ficou em 20º lugar entre os 26 avaliados. Na educação, registrou seu pior resultado: nota 0,272 e 25ª posição, à frente somente da Bahia.

A colocação educacional pesa especialmente no resultado final. O levantamento reúne indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, relacionados à receita disponível por habitante. Educação e saúde têm peso dobrado. Na escala adotada, índices gerais inferiores a 0,350 recebem a classificação de “ineficiente”.

O RN é um dos sete estados nessa faixa e o penúltimo do Nordeste. A Bahia aparece logo abaixo, em 21º lugar, com índice 0,301. Na outra ponta da região, o Ceará ocupa a vice-liderança nacional, com 0,665; Piauí e Paraíba estão em 5º e 6º, respectivamente. Pernambuco, Maranhão, Sergipe e Alagoas também ficaram à frente do estado potiguar. O índice do RN está cerca de 34% abaixo da média nordestina, de 0,462. 

Educação concentra o pior desempenho
A nota 0,272 coloca a educação do RN na penúltima posição nacional dentro do ranking. A Bahia ficou em último lugar nessa dimensão, com 0,165. 

O componente educacional não se limita às notas dos estudantes. Segundo a metodologia divulgada pelo Datafolha, ele considera frequência escolar de crianças e adolescentes, ingresso no ensino superior estadual por habitante, abandono no ensino médio da rede estadual e desempenho em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Publicado em setembro de 2026, o estudo reúne as informações comparáveis mais recentes disponíveis para cada indicador, com referências de 2022 a 2025. Ele mostra a posição do RN diante dos demais estados nas áreas escolhidas, mas não mede isoladamente os atos de um governo nem permite atribuir todo o resultado à atual gestão. Parte dos serviços analisados também depende da atuação de municípios e da União.

Com informações do Agora RN