Créditos: Tom Patterson/Equal Earth
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a favor da adoção de um novo mapa-múndi, que mostra com mais precisão as dimensões da África. A decisão não obriga países e instituições a utilizar o modelo, mas deve influenciar mudanças nos mapas empregados por organizações ao redor do mundo.
A iniciativa batizada de "Corrigir o Mapa", patrocinada pelo Togo e apoiada pelos membros da União Africana (UA), foi aprovada nesta sexta-feira (4), com o apoio de 164 nações, incluindo França e Reino Unido. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra, e houve seis abstenções.
O mapa tradicionalmente utilizado, denominado Mapa de Mercator ou Projeção de Mercator, foi criado em 1569 pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator para ajudar navegadores europeus a percorrer o mundo.
O Mapa de Mercator representa a África com tamanho semelhante ao da Groenlândia, embora o continente africano seja 14 vezes maior.
A distorção ocorre porque é impossível representar com total precisão a superfície de um globo terrestre em um mapa bidimensional, como uma imagem impressa ou exibida em uma tela. Na elaboração de qualquer mapa, é necessário fazer concessões em aspectos como tamanho, forma ou distância.
O novo modelo, denominado Projeção Equal Earth, foi elaborado em 2018 por Tom Patterson, Bojan Šavrič e Bernhard Jenny, especialistas em cartografia e visualização geográfica.
Antes da votação desta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, afirmou à agência de notícias Reuters que "um mundo justo começa com um mapa justo".
Com informações de SBT News


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