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O Partido da Causa Operária (PCO) divulgou nesta terça-feira (27) declaração de seu presidente nacional, Rui Costa Pimenta, na qual ele sustenta que as medidas judiciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) constituem perseguição política, e não defesa da democracia. Segundo Pimenta, o motivo principal seria a expressiva votação obtida pelo candidato no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A informação é do Diário do Poder.
Na análise, Pimenta afirmou: “A perseguição não tem nada a ver com a defesa da democracia. É uma perseguição política. Por que o Flávio Bolsonaro está sendo perseguido? Porque ele teve quase 60 milhões de votos. Porque ele tem maioria, ele tem uma bancada muito expressiva no Senado e no Congresso. Ele pode conseguir o impeachment de determinados ministros do STF. Então, a perseguição é por causa disso, é um jogo de poder.” A publicação do PCO, que inclui imagem de Flávio em evento de campanha, registrou milhares de interações nas primeiras horas.
O segundo turno, realizado no domingo (25), terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve cerca de 64,2 milhões de votos (51,79% dos válidos). Flávio Bolsonaro recebeu aproximadamente 59,8 milhões de votos (48,21%), resultado que confirma a referência do dirigente do PCO. O candidato do PL contestou aspectos da apuração e anunciou que pediria a anulação da eleição.
A declaração ocorre em meio a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Na noite de domingo, Moraes determinou a entrega dos passaportes do senador e o cancelamento de documentos de viagem. Até o prazo estabelecido nesta terça, Flávio não havia cumprido a ordem, e a Polícia Federal cancelou os passaportes. A medida foi questionada por aliados e pelo próprio senador, que a classificou como tentativa de intimidação.
O PCO, partido de orientação revolucionária e comunista, orientou voto nulo no segundo turno e tem criticado tanto o governo Lula quanto as ações do Judiciário contra a oposição. Em análises anteriores, Pimenta e a legenda descreveram processos contra membros da família Bolsonaro e outros atores políticos como instrumentos de poder, em vez de aplicação regular da lei. O partido também registra episódios de bloqueios de redes sociais e operações policiais em seus próprios endereços, que classifica igualmente como perseguição.
A posição do PCO sobre o caso de Flávio Bolsonaro gerou reações de diferentes espectros, com alguns usuários destacando a análise como uma leitura pragmática do conflito institucional, enquanto outros a enxergam como alinhamento inesperado com a direita. A declaração se insere no debate pós-eleitoral sobre o equilíbrio entre o resultado das urnas, a atuação do Supremo e a força política do bolsonarismo no Congresso.


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