A farmacêutica norte-americana Pfizer tirou do ar, nesta 3ª feira (11.jan.2022), um vídeo em que seu CEO, Albert Bourla, diz que duas doses da vacina produzida pela empresa contra a covid-19 podem não fornecer proteção contra a infecção causada pela variante ômicron.

No vídeo, o executivo afirmou: “Sabemos que as duas doses da vacina oferecem uma proteção muito limitada, se houver. As 3 doses, com o reforço, oferecem proteção razoável contra hospitalização e óbitos”.

A empresa tirou do ar o vídeo publicado na conta do Twitter do comentarista político Clay Travis. A alegação foi de que as imagens infringiram os direitos autorais da companhia.

As declarações, dadas ao Yahoo! Finance na 2ª feira (10.jan), foram alvo de críticas. “Então por que as pessoas estão sendo demitidas por não tomarem uma vacina que aparentemente não funciona mais?”, questionou um dos comentários.

Na entrevista, Bourla disse ainda que a ômicron é um alvo mais difícil do que as variantes anteriores do coronavírus, já que tem dezenas de mutações que podem escapar de parte da proteção fornecida pelas duas doses do imunizante da Pfizer.

Ainda na 2ª feira (10.jan), o CEO disse que a Pfizer espera ter pronta uma vacina contra a covid-19 adaptada à variante ômicron até março.

A empresa começou a trabalhar em uma nova versão da vacina destinada mais especificamente a conter a variante ômicron em novembro de 2021.

A eficácia reduzida do imunizante da Pfizer contra a variante ômicron já era conhecida. Estudo da Universidade Oxford divulgado em dezembro de 2021 indicou que duas doses do imunizante induzem menos anticorpos contra a ômicron do que contra outras variantes. A conclusão agora é corroborada por declaração do próprio CEO da farmacêutica.

Poder360 procurou a Pfizer para maiores esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Fonte: Poder 360