PM agride estudantes dentro de escola estadual no Rio e é afastado após repercussão

25 de Março 2026 - 13h59
Créditos: Reprodução

Um policial militar foi afastado após agredir pelo menos dois estudantes dentro de uma escola estadual na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira 25. O caso aconteceu durante um protesto estudantil na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, e foi registrado em vídeo, que rapidamente se espalhou nas redes sociais.

As imagens mostram o momento em que o agente discute com um estudante sobre a apreensão de um celular. Durante a confusão, uma jovem tenta intervir e pede para não ser tocada. Em seguida, o policial desfere dois tapas no rosto dela, chegando a rasgar sua camisa.

Outro estudante se aproxima para ajudar e acaba sendo atingido com um soco no rosto, sendo derrubado. O vídeo ainda mostra o policial voltando a agredir a jovem com mais um tapa antes do fim da gravação.

A confusão ocorreu durante uma manifestação organizada por movimentos estudantis. Segundo a Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames Rio), o ato foi convocado para apoiar um abaixo-assinado que pede o afastamento de um professor acusado de assédio sexual contra uma aluna.

Ainda de acordo com a entidade, representantes estudantis teriam sido impedidos de entrar na escola pela direção, que acionou o programa Segurança Presente. A Ames afirma que, além das agressões dentro da unidade, houve uso de spray de pimenta e cassetetes do lado de fora. Três pessoas foram detidas, entre elas a presidente da entidade.

Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral abriu procedimento para apurar a conduta do agente, que já foi identificado e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. O policial foi afastado preventivamente das atividades nas ruas.

A Secretaria Estadual de Educação também se manifestou, lamentando o ocorrido e destacando que não tolera qualquer tipo de violência no ambiente escolar. A pasta informou que prestará apoio aos estudantes envolvidos e reiterou a necessidade de respeito aos protocolos em ações dentro de unidades de ensino.

A direção da escola afirmou que o caso envolvendo o professor acusado de assédio está sendo investigado e que as partes envolvidas ainda serão ouvidas antes de qualquer decisão administrativa.

Fonte: Agora RN