Na abertura do evento “Conhecendo a Indústria”, na tarde desta quinta-feira (23), o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, falou sobre o potencial de geração de energia limpa que o estado possui e destacou a necessidade de apresentar essa realidade para a sociedade. O evento, realizado pela primeira vez no estado em parceria entre o Sistema FIERN e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresenta a representantes dos Poderes Legislativo e Executivo os desafios e oportunidades que a indústria do hidrogênio verde traz para o Brasil.

“Hoje, a energia é um produto do mundo. Há uma carência mundial de energia porque grandes países sofrem com a falta de fontes de energia. O Rio Grande do Norte foi contemplado por Deus com seus ventos e com o Sol e, agora, seremos contemplados com a produção de energia eólica no mar”, disse o presidente da FIERN em referência a potencial energético offshore que o estado possui. “A plataforma continental do RN é rasa, com possibilidades diferenciadas do resto do país. Além disso, temos o potencial de produção de 120 GW de energia com as fontes limpas”, ressaltou.

“Temos a maior representação do Nordeste em energia eólica e temos um complexo formado pelas cidades de Parazinho e João Câmara que tem o maior potencial de produção de energia eólica do mundo”, destaca. “A região que antes era vista como um problema pelo resto do país, agora é a solução. O Nordeste ajuda o Brasil a não passar por um racionamento de energia”, afirma.

Ele ainda falou sobre necessidade de trabalhar junto aos poderes públicos para buscar a regulamentação correta do setor. “Temos grande capacidade de produzir energias limpas e hidrogênio verde como poucos países têm, mas precisamos de uma política industrial para esse setor, de infraestrutura e da segurança jurídica para quem quer investir nessa área”, aponta Sales.

O presidente da FIERN enfatizou a importância do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) como um centro de excelência no setor. “Toda essa capacidade que temos necessita de um centro com o porte que tem o ISI-ER. Temos a missão de atender a indústria do estado e do país com inovação e a parceria com o estado”, afirma.

Conhecendo a Indústria

O presidente da FIERN iniciou a cerimônia de abertura do evento dando boas-vindas aos convidados e enalteceu o programa Conhecendo a Indústria. “Destaco a iniciativa do presidente da CNI, Robson Andrade, que tem incentivado essa relação institucional. Acredito que é um marco da gestão do presidente Robson a aproximação entre a indústria e as instituições da sociedade, com uma relação saudável e mostrando o que esse setor faz e sua importância para o país”, declarou Sales.

O Programa “Conhecendo a Indústria” é realizado desde 2014 pela CNI com o objetivo de apresentar a representantes do governo, de agências reguladoras e do Congresso Nacional, por exemplo, o que o Sistema Indústria e grandes unidades fabris brasileiras estão fazendo em relação a temáticas selecionadas. Temas como Propriedade Intelectual e renovação dos incentivos da Sudene e da Sudam estão entre os que já foram discutidos. Esta será a primeira edição do Programa no Rio Grande do Norte.

Nos dias 23 e 24 de junho, o evento acontece no RN, para mostrar os desafios e oportunidades que a indústria do hidrogênio verde traz para o Brasil. Além de painéis e debate entre os convidados, a programação terá uma visita ao Complexo Eólico Gameleira, no município de Touros, e ao Hub de Inovação e Tecnologia (HIT) do SENAI-RN.

O HIT, localizado em Natal, sedia o ISI-ER – Instituto que pesquisa rotas sustentáveis de produção de hidrogênio há mais de 10 anos e que é a principal referência do SENAI no Brasil em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em energia eólica, solar e sustentabilidade – e o Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) – escolhido pelo Departamento Nacional do SENAI como centro de excelência e coordenador nacional de projeto em parceria com a entidade alemã de cooperação GIZ, para desenvolver infraestrutura, metodologias e cursos para formação de profissionais que irão atuar na cadeia produtiva do hidrogênio, no país.

Representantes da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEÓLICA), de quatro Ministérios do governo – da Educação (MEC), de Minas e Energia (MME), da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e da Economia (ME) – além da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Senado Federal e da Câmara dos Deputados participam.