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As prefeituras de Fortaleza e do Recife cancelaram as apresentações de Jorge e Mateus previstas para os eventos oficiais de Réveillon nas duas capitais. As decisões foram anunciadas em meio à repercussão do apoio público de Jorge a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e às manifestações contrárias à contratação da dupla.
Em Fortaleza, o prefeito Evandro Leitão (PT) anunciou a retirada da atração em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (3). Segundo o gestor, a apresentação havia sido contratada com meses de antecedência, mas as controvérsias recentes passaram a desviar o foco da celebração. Ele afirmou que o cancelamento ocorreu em comum acordo com os artistas.
No Recife, o prefeito Victor Marques (PCdoB) também confirmou a exclusão da dupla da programação. Antes da decisão, o gestor havia defendido que o Réveillon deveria ser uma “festa para todos”. Ao anunciar a mudança, afirmou que a celebração precisava preservar o ambiente de união entre o público.
“O final de ano é um momento de união, fraternidade e renovação da esperança. Por esse motivo, não há mais clima para a apresentação da dupla dentro da nossa programação”, declarou Marques. Em publicação nas redes sociais, o prefeito disse ainda que a administração continuaria trabalhando na organização da festa, com foco no turismo e na geração de emprego e renda.
A mobilização contra os shows ganhou força depois da participação de Jorge em um encontro de artistas sertanejos em apoio a Flávio Bolsonaro. Durante o evento, o cantor apresentou uma paródia de “Pode Chorar”, um dos sucessos da dupla, com o verso: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”.
A manifestação provocou reações de eleitores de esquerda nas redes sociais e ampliou as cobranças às administrações municipais pela retirada da atração. Mateus, parceiro de palco de Jorge, não fez declarações de conteúdo político, conforme o relato publicado.
Com a saída da dupla, a programação do Réveillon de Fortaleza mantém atrações como Ivete Sangalo, Alok, Natanzinho Lima e Diogo Nogueira.


