Créditos: Ricardo Stuckert
O Partido dos Trabalhadores (PT) deu início a uma campanha de arrecadação virtual com o objetivo de levantar R$ 7 milhões para quitar despesas da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda está solicitando contribuições individuais no valor de R$ 13 — em referência ao número da sigla nas urnas — para serem enviadas via Pix até o dia 11 de novembro.
Para atingir a meta estipulada com o valor sugerido, o partido precisará obter cerca de 538 mil doações. A mobilização vem sendo veiculada nas redes sociais e no portal oficial da legenda, convocando militantes e apoiadores do presidente.
“Bora ajudar o presidente Lula a quitar as despesas da campanha eleitoral? Com transparência, o Partido dos Trabalhadores pede ajuda a todos que estão dispostos a contribuir com a vaquinha da campanha, que vai ficar aberta até o dia 11. A meta é arrecadar R$ 7 milhões para quitar todas as despesas”, diz o texto divulgado pela sigla.
Contradição nos dados e justificativa financeira
A nova arrecadação chama a atenção pelos dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, o sistema da Corte registra que a candidatura petista arrecadou R$ 129 milhões para cobrir despesas declaradas em R$ 93 milhões — indicando, em tese, um saldo positivo nas contas da campanha.
À revista Veja, o coordenador financeiro da campanha, José Filippi, esclareceu que o balanço exibido no sistema do TSE ainda não está atualizado com a totalidade dos custos decorrentes do segundo turno, o que justifica a necessidade de complementação orçamentária.
A prática de financiamento coletivo foi adotada por diversos postulantes ao Palácio do Planalto ao longo da disputa presidencial deste ano, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). A própria campanha de Lula já havia recorrido ao modelo de crowdfunding na fase inicial do pleito.
Com informações do Metrópoles


