“Quando Maduro fala é crítica, quando eu falo é crime?”, diz Bolsonaro após ditador questionar urnas

27 de julho 2024 - 19h06
Créditos: Tânia Rego/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mais uma vez zombou da maneira como o governo Lula respondeu às críticas do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, ao sistema eleitoral do Brasil.

Maduro declarou na semana passada que os resultados das “urnas eletrônicas” do Brasil não podem ser auditados. Isso fez com que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desistisse de mandar seus observadores para monitorar a eleição no país vizinho.

“Até o Maduro agora deu um passinho para a direita. Eu até o chamei de ‘my friend’”, disse Bolsonaro. O ex-presidente discursou durante a convenção do PL em Porto Alegre (RS).

Mesmo diante do aumento das críticas de Maduro, o ex-chanceler Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais do presidente Lula (PT), foi enviado à Venezuela para supervisionar a eleição.

O ministro da diplomacia chavista, Yvan Gil, acolheu Amorim em Caracas na noite de sexta-feira (26). O ex-ministro das Relações Exteriores diminuiu a importância das afirmações de Maduro sobre o Brasil, argumentando que “não foram ofensivas”, mas sim, “foram alusões”.

Bolsonaro fez um comentário sobre a resposta, declarando que Amorim interpretou a declaração do ditador como “uma crítica construtiva”.

“Ora, quando ele [Maduro] fala é uma crítica, e quando eu falo é crime?”, questionou o antigo líder do Executivo. Bolsonaro já havia respondido na quarta-feira (24) à tentativa de alguns setores da mídia brasileira de ligá-lo ao ditador.

“Maduro is my friend”, disse o ex-presidente em uma publicação no X.

Com informações de Contra Fatos