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Ao menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas no Irã nos últimos 13 dias, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA). Os protestos começaram por causa da alta inflação e se espalharam por todo o país, tornando-se o maior desafio ao regime iraniano em anos.
O número de vítimas pode ser maior devido a um apagão nacional da internet, que já dura 48 horas e dificulta a verificação das informações. Moradores relatam que o bloqueio tem incentivado ainda mais manifestações.
Testemunhas afirmam que forças de segurança usaram armas militares contra manifestantes. Entre os mortos estaria uma criança de 5 anos. Hospitais relataram cenas de caos, com corpos amontoados.
O procurador-geral prometeu punições severas aos envolvidos em danos ao patrimônio. O governo iraniano acusa os Estados Unidos de incentivar os protestos, enquanto o presidente Donald Trump ameaçou reagir caso a repressão continue. O movimento, iniciado por razões econômicas, passou a ter caráter político, com pedidos pelo fim do regime islâmico.

