“Rei do Bolão” ganha 2 vezes na Mega-Sena em menos de 3 meses este ano

12 de Agosto 2026 - 11h08
Créditos: Reprodução Redes sociais

Premiado por duas vezes em menos de três meses na Mega-Sena deste ano, o empresário cearense Alessandro Montenegro, conhecido como “Rei do Bolão”, descreveu ao Metrópoles o seu esquema nada nada amador de organização, venda e participação em bolões milionários das loterias Caixa.

No último domingo (9), no sorteio da Mega-Sena acumulada em R$ 164.895.645,50, o bolão da lotérica Aldeota, em Fortaleza (CE), que pertence a Alessandro, faturou o prêmio sozinho. A aposta vencedora foi feita com 15 números e dividida para 100 cotas (ou seja, mais de R$ 1,6 milhão para cada participante), sendo uma do próprio dono da casa de apostas.

Em maio, no sorteio especial que comemorou os 30 anos da Mega, um outro bolão da Aldeota ganhou e dividiu R$ 336.340.053,67 com apenas outra aposta, faturando a metade da fortuna (R$ 168.170.026,83). O dinheiro foi repartido em 100 cotas (sendo mais de R$ 1,6 milhão para cada) e cada integrante precisou pagar R$ 3.139,56 pelos 20 números apostados. 

Apesar de o raio da sorte ter caído duas vezes na mesma lotérica neste ano (e mais sete vezes, nos últimos cinco meses, em outras modalidades de sorteio com prêmios menores), ganhar na Mega é mais sobre prognósticos numéricos do que sobre sorte para o empresário. Uma pura questão de estatísticas e probabilidade.

“Eu convivo diariamente com apostadores de todo o Brasil e muitos são supersticiosos. Tem aquele que fala que ‘hoje é dia 13’ ou ‘ontem à noite sonhei com o número tal’, ‘estou vendo tal número com muita frequência ultimamente’, entre outras crenças. Mas eu realmente não tenho superstição. O que tenho é uma rotina de análise”, afirmou.

A melhor estratégia
Para o Rei do Bolão, a melhor estratégia é apostar em mais números para aumentar as chances de vencer. “Quando se faz uma aposta simples na Mega-Sena, a probabilidade de ganhar é de uma em 50 milhões. Se o apostador fizer uma cartela de 15 dezenas, semelhante à que fizemos no prêmio de agora, a probabilidade diminui, e muito, de uma em 10 mil.”

A estratégia, porém, é bem mais dispendiosa. Muito além dos R$ 6 cobrados em uma aposta única de seis números, uma aposta de 15 dezenas custa R$ 30.030. E é justamente aí que entra o bolão. “Você consegue participar de uma aposta com mais dezenas, aumentando as possibilidades, sem precisar arcar sozinho com todo esse valor”, afirma Alessandro.

A tática é replicada pelo empresário nas modalidades “menores”, da Quina e da Lotofácil.

“Na Lotofácil, se o apostador optar por 15 dezenas, que custam R$ 3, a probabilidade de ganhar é de uma em 3,2 milhões. Mas se ele fizer uma aposta de 20 dezenas, as chances passam de uma em 211. Para tanto, porém, o preço da cartela chega a R$ 54 mil. No bolão, esse valor é então dividido nas cotas e fica bem menor. Meu trabalho é vender essas cotas e, aí, conseguimos colocar o bolão para rodar”, detalha.

Segundo Alessandro, apesar da grande publicidade dos prêmios que ganha, que faz parte do seu negócio, nem ele, nem membros de sua equipe nunca sofreram ameaças ou foram assaltados devido ao dinheiro dos prêmios. “Um dos segredos da segurança de qualquer pessoa é frequentar locais bons em horários diurnos. A gente vê muitos acontecimentos com pessoas que acabam se expondo em horários muito tarde da noite. Você não pode estar andando em locais errados ou com pessoas que não conhece. Também tenho, na empresa, toda uma estrutura de segurança, com direito a carro blindado e coronel liderando a equipe de guardas.”

Com informações de Metrópoles