Saiba quais peixes são mais seguros para evitar intoxicação por ciguatera

16 de julho 2026 - 06h46
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A Vigilância Sanitária de Natal divulgou uma lista com espécies de peixes consideradas de menor risco para intoxicação por ciguatera.

A orientação foi publicada após o aumento de casos da doença no Rio Grande do Norte, que registrou 141 ocorrências até 11 de junho deste ano, um crescimento de 60,2% em relação a todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 88 casos, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A ciguatera é uma intoxicação causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina produzida por microalgas marinhas. Segundo a Sesap, a substância é invisível, não altera a cor, o sabor ou o cheiro do pescado e continua ativa mesmo após o cozimento, congelamento ou salga.

Peixes de maior risco

A Sesap orienta evitar o consumo das espécies mais associadas aos casos registrados no estado:

  • Bicuda (Barracuda)
  • Arabaiana
  • Dourado
  • Cioba
  • Pescada Branca
  • Galo do Alto
  • Pargo
  • Sirigado (Robalo)

Segundo a Secretaria de Saúde, a bicuda (barracuda) é responsável por 45,13% dos casos confirmados de ciguatera no Rio Grande do Norte.

Peixes considerados mais seguros
  • Tilápia
  • Curimatã
  • Atum
  • Cavalinha
  • Arenque
  • Manjuba

A Sesap também orienta retirar a cabeça, as vísceras e os ovos dos peixes, partes onde pode haver maior concentração da toxina.

O levantamento da Sesap mostra que 64% das intoxicações ocorreram após o consumo do pescado em casa, enquanto 36% foram relacionadas a refeições em restaurantes ou outros estabelecimentos comerciais.

Natal concentra 52,21% das notificações do estado. Na sequência aparecem os municípios de Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz.

Sintomas

Os sintomas podem surgir entre poucos minutos e 48 horas após o consumo do peixe contaminado. Os principais são:

  • diarreia;
  • náuseas e vômitos;
  • coceira intensa;
  • dormência na boca, mãos e pés;
  • dores no corpo;
  • inversão térmica, quando o quente é percebido como frio e vice-versa.

Em casos mais graves, podem ocorrer queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.

Com informações de g1 RN