Se necessário, abdicarei do cargo de deputado, diz Eduardo Bolsonaro

04 de Abril 2025 - 14h09
Créditos: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a afirmar nesta sexta-feira (4) que pode deixar o cargo na Câmara em definitivo. O congressista está afastado temporariamente por 120 dias, enquanto está nos Estados Unidos.

Segundo Eduardo, a atuação nos EUA é mais importante no momento. Disse estar focado em trabalhar para resgatar a liberdade “eleitoral do Brasil”.

“Decidimos ficar aqui nos Estados Unidos por tempo indeterminado. Consegui, né, entrei com uma licença de 120 dias no Congresso para ver como vai ficar, né, pra segurar mais 120 dias, mas, se for necessário, eu vou ter que abdicar do meu cargo de deputado federal”, disse Eduardo em entrevista à rádio Auriverde.

Eduardo anunciou a estadia nos Estados Unidos em 18 de março. À época, disse temer pela apreensão do seu passaporte e uma eventual prisão ao retornar para o Brasil.

A bancada do PT na Câmara acionou a PGR (Procuradoria Geral da República) contra o deputado por atuar “contra os interesses nacionais” e “constranger o STF”. No mesmo dia em que Eduardo anunciou a ausência, a PGR e o STF arquivaram o pedido do PT.

Eduardo tem sido o principal articulador da direita brasileira com aliados do presidente dos EUA, Donald Trump (republicano). O agora congressista licenciado acusa o governo e a Justiça do Brasil de “excessos” contra aliados de Bolsonaro e de violação aos direitos humanos nas condenações pelos ataques do 8 de Janeiro.

Eduardo era cotado para presidir a Credn (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) da Câmara –alvo de disputa no colégio de líderes. O PT dizia que o deputado poderia instrumentalizar a comissão em prol de Jair Bolsonaro (PL) e minar a diplomacia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Poder 360

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