A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) poderá ter seu novo reitor escolhido diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). O mesmo poderá ocorrer com outras 10 instituições federais do país. 


O ex-presidente Michel Temer (MDB) editou nos últimos dias de sua gestão um documento que modifica o critério para nomeação de reitores nas universidades brasileiras. A nota técnica do Ministério da Educação, assinada no dia 13 de dezembro de 2018, diz que são ilegais consultas internas para escolha de reitor nas quais o peso do voto dos professores é menor do que 70%.


A UFRN está entre as universidades que utilizam este mecanismo. A universidade informou a Folha de São Paulo que a eleição para reitor ocorreu em 2018, portanto, antes de Temer assinar a mudança. Por este motivo, a UFRN considera que a nota técnica não se aplicaria ao seu caso específico.


Estão em situação semelhante a UFRJ (Rio de Janeiro), UFC (Ceará), UFMA (Maranhão), UFPE (Pernambuco), UFRB (Recôncavo da Bahia), UFV (Viçosa), UFVJM (Vales do Jequitinhonha e Mucuri), UFTM (Triângulo Mineiro), UFGD (Grande Dourados no Matro Grosso do Sul) e Unirio (Estado do Rio de Janeiro).


Em novembro do ano passado, a UFRN elegeu o atual vice-reitor Daniel Melo para suceder a reitora Ângela Paiva no comando da instituição. A eleição contou com chapa única e recebeu 8.988 votos de um total de 9.537 votantes. O professor Henio Miranda foi eleito como vice-reitor na chapa.


O novo reitor, seja Daniel Melo ou outro nome, deve assumir o controle da UFRN a partir do mês de maio.