Adolescente é resgatada após 2 anos presa em casa, torturada por mãe e padrasto

22 de Novembro 2025 - 13h08
Créditos: Reprodução/TV Anhanguera

A mãe e o padrasto de uma adolescente de 16 anos foram presos suspeitos de torturar e manter a jovem presa no fundo de casa e ser torturada por dois anos. O caso aconteceu no Setor Leste Vila Nova, em Goiânia, e só foi descoberto porque a vítima conseguiu fugir durante a madrugada e pedir ajuda a vizinhos, que ligaram para o pai. Ele viajou para Goiânia e chamou a polícia. Uma mulher, que morava com a família , também está presa, segundo a Polícia Civil. 

Segundo reportagem da TV Anhanguera, a adolescente era mantida nos fundos da residência, privada de convivência social e alimentação adequada, apresentava ferimentos pelo corpo e estava muito magra.

A reportagem apurou que ela e a mãe são de Novo Gama e haviam se mudado para a capital há dois anos, após a separação do casal. Na residência moravam com elas o padrasto e a outra mulher, que participaria das agressões. 

A Delegacia Estadual da Mulher (DEAM), especializada que atendeu a denúncia, informou que os suspeitos estão detidos, mas não deu informações sobre a ocorrência, nem sobre o crime no qual o trio irá responder. A Polícia Civil foi noticiada dos fatos e o caso será investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). 

Na noite de sexta-feira (21), a adolescente passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) para avaliar as lesões sofridas e verificar se também houve violência sexual. Antes disso, ela foi atendida no Hospital Estadual da Mulher (HEMU), onde recebeu os primeiros cuidados médicos.

Cárcere privado e tortura
Segundo o pai da adolescente, que veio para Goiânia em socorro da filha, a mãe nunca retornou com a menina após a mudança, mesmo tendo prometido manter o contato. Ele disse que tentava falar com a jovem, mas não tinha sucesso.

O homem disse estar horrorizado com a situação e afirmou que a filha era privada de comida e de ir à escola

De acordo com a conselheira tutelar Aline Pinheiro Braz dos Santos, em entrevista ao repórter da TV anhanguera John Willian, a adolescente era constantemente punida por questões banais.

“Eles criavam formas de punir. Simplesmente por não gostar da forma que ela fez alguma coisa. A punição talvez era não tomar banho, ficar a noite inteira de joelho. Ela ficava três dias ou mais sem se alimentar. Ela está bastante machucada das agressões que sofria”, disse Aline.

Com informações de g1